SÍRIA mas, antes, tenho que falar sacanagem – ou, bora falar do Sakamoto

Como esse blog é o espaço onde eu me alforriei da vergonha de me expressar no Feicibuqui, elejo este local como salvaguarda de algumas pequenas & grandes indignações que cheguei a escrever na rede, mas que me fizeram recuar até o ponto de virar um troço que até ontem eu repudiava: barata? Não, blogueiro. É, dei o braço a torcer. O intuito era preservar algumas almas suscetíveis ao tamanho da carapuça… e não pagar de xarope pras menininhas. Sabe como é, cansei de bancar o paladino da opinião pra nego que só ‘lê as figura’ no instagram, tá entendendo?

Aqui é o reino do vem quem quer e – ao contrário do feudo do Chiquinho Buarque – aqui, meu amigo, você pode ser infeliz! (quem sabe até compartilhar das neuroses deste que vos fala)

Bem, não sei classificar esta indignação aqui como grande. Acho que é pequena, mas… com um potencial de crescimento grande e perigoso, sorrateiro, sutil. Sim… infelizmente eu to falando de pica. Mas em suma, o que pretendo dizer?: o Sakamoto é um sujeito enfadonhamente contemporâneo. Veja lá: “Por uma sociedade melhor, meninos deveriam brincar de boneca e de casinha”

—–

olha esse Sakamoto, ah não! eu tava quietinho, mas não dá! tá querendo uns garotinhos pra brincar de médico contigo, é? O cara passa a vida reclamando que julgam ele pelo rabo, com razão, mas não perde a chance de doutrinar o filho dos outros. Tá chovendo “psicólogo” na imprensa, galera. Tem que repudiar esses adestradores sociais. Ponham as palavras ‘independência’ e ‘escolha’ antes de comprar uma ideia “moderna” pro seu filho. A gente pode ser mais niilista que o Lênin e o Nietzsche juntos, mas é impossível não partir do sistema moral de onde nascemos, até mesmo pra criticá-lo. A cobiça de uma galera “formadora de opinião”, pelo o que eu tô vendo, é desbaratar nossa opinião quebrando justamente a primeira etapa da consciência individual: a moral, a noção do que é bom e do que é ruim. Imagina a confusão disso numa mente infantil… por isso tem criança se matando só pra ser popular no colégio, porra! Os caras são educados sem justificativa nenhuma, no meio de uma confusão ideológica dos diabos! Sem esse mínimo de rigidez de valor, o cara não é capaz de fazer julgamento e vira um bicho facilmente manipulável. Ou uma bicha. Aí fica facinho, facinho um cara vir te acusar de retrógrado, cagar regras ‘contemporâneas’ na tua família e te vender com esse sorrisinho patético a ideia de “modernidade”. Modernidade pra quem, maluco? Vai cuidar da tua família e não enche a cabeça dos outros de minhoca, seu irresponsável.

PS.: antes de me chamarem de homofóbico e chauvinista, apontem pelo menos uma coisa na minha conduta que tenha ofendido diretamente alguém. Só não venham me dizer que falar “bicha” num texto de facebook ‘ofende a comunidade gay’. Tomem nos seus devidos cus antes de falar uma merda dessas

*transcrito do jeito que tava naquele box que pergunta se a gente dormiu bem

*O ser de sorrisinho patético abaixo é Leonardo Sakamoto.

https://i0.wp.com/blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/files/2012/01/sakamoto.jpg

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2 comments on “SÍRIA mas, antes, tenho que falar sacanagem – ou, bora falar do Sakamoto

  1. Ana Paula says:

    o “contemporâneo” trata-se daquilo que é referente ao momento atual. a homofobia é tão contemporânea quanto a luta contra ela (e nem vou falar da confusão que você faz entre modernidade e contemporaneidade). de onde você tirou que moral é a primeira etapa da consciência individual? ignora que os parâmetros que definem o certo e o errado têm grande influência das convenções construídas social e, muitas vezes, violentamente? acha que tudo se atribui ao desenvolvimento da psiqué humana? meninos não brincam de boneca porque sua consciência não permite? eles optam por brinquedinhos bélicos porque são independentes ou são filhos de pais que exercem sua “livre escolha”? o que é a liberdade em um mundo que funciona sob a lógica da opressão?

    • dinizdiego says:

      De onde eu tirei que moral é a primeira etapa? Você já viu um adulto simplesmente ignorar regras morais e não ser preso na cadeia ou no manicômio? O caminho racional pra autonomia passa pela assimilação das regras sociais, minha filha. É quando você intui, ainda criança, que você não tá sozinho e o mundo não é seu. Vá ler William Blake. Procure saber quem foi Swedenborg. Aproveite e leia ensaios de Borges. Faça alguma coisa pra salvar sua alma além de repetir o que falam nas universidades. Quanto à “homofobia”, prefiro nem rebater a xaropada “contemporânea” que você soltou.

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