O Movimento Gay desinforma: cardeal católico mata veados na África

Fraude noticiosa confirmada

Aventei a possibilidade no podcast Dentro da Garrafa no qual fui o convidado da vez (http://www.dentrodagarrafa.com.br/especial/a-renuncia-do-papa/), agora uso o espaço do O Absolvido pra dizer aqui abertamente:

1 – O Movimento Gay é enfadonhamente globalista;

2 – A notícia que rodou o mundo dizendo que o cardeal de Gana é a favor da pena de morte de gays é MANIPULAÇÃO, edição tosca de uma entrevista.

A justificativa para a afirmação 1 vem do fato de que essa notícia, que ganhou nas mídias independentes a vulgata “Forte candidato a papa defende pena de morte para gays, pode ser rastreada até sua origem: o laboratório de merdas do Huffington Post. Essa porcaria era basicamente um conglomerado de blogs de esquerda que foi comprado pela AOL e tem entre seus colunistas ninguém menos que Barack Obama.

Ah: na venda do site, em 2011, a administradora, mais comunista que Trótski e Lênin juntos, não repassou um centavo para seus colaboradores. TODO MUNDO TRAMPOU DI GRÁTIS EM PROL DAS CAUSAS SOCIAIS e voltou para casa de mamãe sem nenhum dos 315 milhões de dólares fechados no negócio. Hoje, a despeito das reclamações dos seus pares, Dona Arianna Huffington é a nova princesa do mercado global e dá palestras para ensinar otários de outras freguesias a trabalhar de graça em favor das razões que ela apelida de “jornalismo cidadão”. Já deu as caras no Brasil, claro. No paraíso tropical dos larápios, Vossa Alteza fundou um posto de recrutamento de desavisados em São Paulo.

– As conexões parecem se estreitar?, pois veja só:

Há três dias, o Reinaldo Azevedo, depois de muito desconfiar da cantilena social-democrata em forma de notícia, se deu ao simples trabalho de procurar e assistir a entrevista em que o tal cardeal de Gana teria defendido a pena de morte. Olha no que deu:

“Entre 7min18 e 7min23, Christiane pergunta se ele acredita que os casos de pedofilia dos EUA e da Europa podem chegar à África. E o que ele responde?

‘Ahn… Do I believe that it can sweep through Africa? Unfortunately! Not in the same proportion as we have seen in Europe. Probably because African traditional systems kind of protect or have protected its population against this tendency. Because in several communities, in several cultures in Africa, homosexuality, or for that matter, any affair between two sexes of the same kind, are not countenanced in our society. So, that cultural, if you want, the taboo, that tradition has been there. It’s helped to keep this out.’

Ou:

‘Se eu acredito que pode chegar à África? Infelizmente, mas não na mesma proporção em que temos visto na Europa. Provavelmente porque os sistemas [culturais] tradicionais da África protegem ou têm protegido suas respectivas populações dessa tendência. Porque, em várias comunidades, em várias culturas na África, a homossexualidade, ou uma relação entre pessoas do mesmo sexo, não é tolerada. Assim, aquela cultura — se você quiser, aquele tabu — , a tradição, tem colaborado para isso’.

Na transcrição ou na versão que circula mundo afora, há duas desonestidades essenciais, além da interpretação que avança para a má-fé. A primeira desonestidade: 1) omite-se que Turkson está falando dos casos de pedofilia da Igreja Católica, não dos de fora dela; 2) omite-se o “infelizmente”, que, na sua resposta, quer dizer “sim”. Logo, Turkson acredita, sim, que as denúncias de pedofilia podem alcançar a Igreja Católica da África — e ele diz por que não seriam na mesma proporção do que na Europa. Já chego lá.

Assim, se podem alcançar a Igreja da África, Tukson não está dizendo que inexiste homossexualidade por lá ou que isso é coisa de branco. É uma safadeza fazer essa inferência. É mesmo uma canalhice intelectual. Adiante.

Em seguida, o bispo diz o óbvio — que, aliás, os gays deveriam ser os primeiros a reconhecer. A maioria das culturas tradicionais africanas é mesmo hostil, o que evolui, com frequência, para a violência, à homossexualidade. É verdade ou mentira que a chamada “cultura ocidental” é mais tolerante nesse particular? Está claro que ele não está afirmando que isso torna os africanos imunes (ou algo parecido) à homossexualidade. O que fica claro é que os aspectos culturais dificultam a expressão desse desejo. É matéria para a sociologia e a antropologia.

A outra mentira estúpida, ainda mais séria, é a que sustenta que o bispo associa a homossexualidade à pedofilia. Mentira também! Uma ONG americana chamada Snap, que lida com vítimas de pedofilia, censurou seu comentário; disse que ele o desqualifica para ser papa e que não há distinção entre homossexuais e heterossexuais nesse particular.

Vivemos um tempo em que os movimentos militantes é que decidem o sentido das palavras

… Turkson está sendo demonizado pelo que não disse:
– Não disse que não há gays na África;
– Não disse que a cultura africana impede a existência de gays;
– Não disse que a Igreja na África está livre dos escândalos;
– Não disse que gay é coisa de branco;
– Não disse que a pedofilia é coisa de gays.

São mentiras asquerosas, espalhadas mundo afora, façam uma pesquisa, por sites ligados à causa homossexual ou ao “catolicismo progressista”. Essas pessoas têm todo o direito de defender seus pontos de vista e de atacar os do cardeal. Mas que contestem o que ele disse, não o que não disse.

Da mesma sorte, a imprensa brasileira poderia tomar um pouco mais de cuidado.”

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/movimentos-gays-mundo-afora-mentem-descaradamente-sobre-declaracao-de-turkson-inverdade-chega-a-imprensa-brasileira-vamos-ver-o-que-o-cardeal-de-gana-realmente-disse/

—–

 

Não precisa ser nenhum gênio, vidente ou cristão fanático pra se chegar a essa conclusão. Quem quer que tenha o mínimo de experiência com o modus operandis jornalístico deixa automaticamente sob suspeita qualquer notícia que traga em destaque uma frase de impacto sem demonstrar a conversa na qual o interlocutor a pronunciou (neste caso, uma entrevista) ou pelo menos explane convincentemente sobre as circunstâncias que cercaram o entrevistado.

E, vamo lá: um cara experiente, estudado, não vai dar um tiro no pé desses em vias de se tornar o próximo Papa. Acreditar numa merda dessas é muita ingenuidade. Antes de comprar uma ideia obscura por pura falta do que fazer, vamos pelo menos nos dar ao trabalho de reduzir nosso pretenso criticismo social ao seguinte: não acreditar em jornais, assim como ninguém em sã consciência acreditou que o Pedro Bial (vulgo Peter Funny) seria o próximo Paulo Francis. Bora deixar a inocência um pouco de lado e, antes de replicar qualquer notícia, procurar a fonte, porra! Exercício básico para se ler as coisas na mídia!

– Mas confesso que só fui me “insurgir” depois que eu vi um PROFESSOR DE JORNALISMO espalhando a merda aos quatro ventos.

Lá tô eu, no meu último semestre de curso, vendo doutor formado na gringa repostar tosquices tão óbvias que até eu consigo identificar. Isso é desacreditar o meu próprio futuro profissional. É tornar real a desconfiança de que diploma universitário não passa do comprovante de um reles beija-mão social – um mero recibo de compra & venda.  Pra minha sorte, antes de sucumbir ao desespero, fui alentado pela postagem de um ex-aluno, jornalista em exercício, que também delatava a tosquice dessa manipulação. Pra minha alegria, o colega não aparenta ser nenhum gênio, não é nem tão experiente assim e ainda se declara ateu. Isto é, eu via um sujeito que não manifesta nenhum dom paranormal fazendo o que, em tese, deveria ser praxe de qualquer jornalista: identificar erros hediondos sendo replicados em massa. E julgá-los, sim. Erros como esse dificilmente vão parar no tribunal. Eles vão direto pra nossa consciência – e ela, por seu turno, faz o trabalhinho sujo premeditado: defenestrar a imagem das igrejas, da família, da propriedade privada, do diabo que não for do interesse desses caras.

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