Os Três Reis

– quanto vale 5 minutos na vida?          

Estava com meu gênio mau e minha mãe na câmara dele, do gênio. Parecia noite, mas uma noite prateada, iluminada por três luas: não era preciso ligar a luz.

Então eles deixaram a sala e pediram para que eu continuasse ali, só. Os dois tinham a mesma expressão sacana no rosto ao sair.

Antes que eu me insurgisse, ainda em pensamento, o gênio mau rispidamente disse que ali, sozinho, eu aprenderia uma grande lição, talvez a grande lição da minha vida – valia a pena ficar calado e manter o foco, eles não tardariam.

Deixaram-me. Fui vasculhar o computador dele, sem maiores intenções, só pra ter o que fazer. O sinal do modem parecia nulo. Então, naturalmente, fui até a janela olhar o que se passava lá fora. Fazia uma grande noite, com várias esferas no céu, que eu pensei serem luas.

Respondi ao céu com um sorriso que era o reflexo de quem vislumbra uma estrela no futuro, olhando à direita das coisas, como se a minha visão fosse enquadrar minha própria imagem. Então percebi que aquilo tudo era estranho, que eu não poderia ver meu próprio rosto sem um espelho, e que um céu não poderia ter tantas luas como aquele.

Notando que ninguém nas ruas manifestava estranheza e tudo permanecia naquele tédio ruidoso de cosmopolita, recordei, em primeiro lugar, que eu não estava em casa: estava no aposento de um gênio. Por supuesto, eu estava em outra cidade, quiçá, em outro país.

Revolvi os olhos dentro das pálpebras e as esfreguei. Então as luas não me pareciam mais luas, mas pedras lisas em suas cores próprias, exibidas, como se cada uma quisesse produzir seu próprio luar em matizes únicos. Então três outras esferas orbitais se aproximaram violentamente da atmosfera, à minha esquerda. As luas se aproximaram, pareciam também querer observar o espetáculo, ou apenas tirar um sarro da minha patética admiração.

Desejei sair pela janela para ganhar aquele céu que parecia vivo, terrivelmente belo. Quis tê-lo em sua completude. Então as paredes do escritório se desataram do solo e foram tragadas pelo universo, que me poupou de sua sucção sabe-se lá por que. Eu tinha os pés cravados de horror sobre um chão que se elevou subitamente pelo vazio do espaço. O aposento inteiro parecia destacado da Terra, como se um observador curioso tivesse no comando de uma brincadeira onde eu era uma espécie de bibelô de casa de bonecas.

Eu me espremi pelo canto do aposento como um animal sem forças para encarar os meus desejos. Eram “meus desejos” que se materializavam? Senti que eram. Na dúvida, tive medo de continuar desejando. Vai que realiza, pensei – os meus desconhecidos recônditos alcançariam sua curiosidade com as próprias mãos. Eu não era eu, ou, eu sou mais forte que eu. E isso parecia cada vez mais uma certeza insuportável, desmedida. Eu fechava os olhos, mas sentia a câmara avançar pelo espaço, e essa loucura era a exata medida da minha vontade.

A garganta gelava, meus órgãos internos flutuavam, meus pés se tornaram dois garranchos inúteis. O que eu imaginasse, até no mais adormecido instinto, poderia se tornar realidade no próximo segundo. Meu corpo não sobreviveria aos meus desejos, então eu mesmo me engoliria ou me explodiria na atmosfera de um lugar hostil. Timidamente, entreabri as pálpebras e olhei de volta para o céu. Vivo. Eu e o céu. As três esferas inquisitivas continuavam por perto, registrando minhas ações ante os mistérios celestes. E as luas, ou planetas, ou qualquer coisa que fosse, perfilavam-se diante de mim, em escalada.

Como que familiar a elas, reconheci aquelas luas. Elas pareciam o sistema de planetas em que habito. Inusitadamente perfilados. Como dizem os esotéricos: “alinhados”. Eram os planetas que me cercavam, com suas exuberâncias coloridas. E onde estava o Sol? Eu não via o Sol, que seria o pai das cores que os planetas exibiam – com força cada vez mais intensa.

Antes que eu me voltasse para o Sol, então, Marte se elevou diante de mim, e por trás de Marte a Terra também se elevou e, por trás da Terra, Vênus, e, como era de se esperar, Saturno e seus anéis loucos se elevaram.

Mercúrio se aproximou da câmara como se encarasse com desdém a minha covardia. Seu gesto dizia que eu sou um animalzinho sem força pra exercer minha própria liberdade. As apostas subiram dizendo que eu não daria conta do recado. Súbito, um dos anéis de Saturno enviou uma pequena esfera brilhante que passou zunindo pela câmara em direção às três luas, que continuavam a julgar.

– Seriam os três reis magos?, perguntei a mim mesmo, em franco desespero. A quem mais eu perguntaria?

Então a pequena esfera passou por mim outra vez, zunindo. Fui em direção ao banheiro da câmara para tentar me esconder de seus ataques, ou apenas tentar me espremer num outro canto, como um menino acossado, rastejante, mas a fechadura estava trancada. Quando a minha mão trêmula desistiu da maçaneta, a pequena esfera se alojou na palma da minha mão e ali permaneceu por uma fração de segundo, para depois atravessar minha carne (como se eu ou aquela coisa fôssemos imateriais) e sumir dali em seu voo hábil.

Estranhamente senti, num hausto de vida, um gosto de habitualidade com as coisas do céu. Concluí que a plataforma suspensa na qual eu me encontrava é que era ilusória. Uma ilusão familiar. E que o resto, o que para mim era ilusão e mistério, isso é que era o verdadeiramente real. Assim, todas as coisas que fiz na Terra pareceram projeções pobres e doentes dos meus desejos no céu.

Os meus sentidos se aguçaram em êxtase e eu tinha certeza de que em pouco tempo eu estaria em compasso com aquela hiper-realidade, a ponto de controlar minha cosmogonia interior.

Antes que eu tivesse tempo de desejar o brilho de volta em minhas mãos, e me regozijasse com a certeza de que aquela pequena coisa era a verdadeira iluminação, minha mãe e o gênio mau abriram a porta e tudo voltou ao que era antes. As paredes estavam de volta aos seus lugares. A Terra parecia até mais verdadeira e aconchegante que de costume. As luzes emitidas pelas três luas transformaram-se em rígidos postes de concreto perfilados nas frisas de um estacionamento. Era uma casa ordinária, num quinhão de mercado, ou coisa assim. O mestre sentou-se e pediu que eu achasse assento também.

– E aí, deu pra aprender alguma coisa? – perguntou ele, acendendo um cigarro, com uma inflexão fria e indiferente ao meu estado de torpor.

UM BICO NO TRASEIRO REVOLUCIONÁRIO

clique pra ver o momento da bicuda:
http://globotv.globo.com/globo-news/jornal-das-dez/v/policia-identifica-suspeitos-de-liderar-manifestacao-de-sexta-feira-14-em-brasilia/2640187/

Finalmente posso dizer que uma das missões desse espaço se deu por cumprida: mandar um chute no cu do movimento revolucionário. A filosofia mais abominável, sedutora e contraditória que já pairou sobre a Terra, condenando à morte mais de 100 milhões de homens em menos de um século de existência (segundo O Livro Negro do Comunismo, publicado pelos próprios). Isso pra não contar o período do Terror, na Revolução Francesa, que para os socialistas foi um ato de amor tão sublime quanto a Paixão.
Embora mitigadas e sem formalismo nenhum, reuni aqui várias razões para o meu objetivo, e elas foram desde o campo metafísico ao desenrolo de lorotas. No último post, por exemplo, en passant falei das homenagens ocultistas do cinema hollywoodiano em Gatsby, o que indica íntima relação com os preceitos da Nova Ordem – o esquema global de dominação em curso, premeditado desde o socialismo fabiano de H. G. Wells.
Noutra oportunidade citei a agente soviética Bella Dodd, cujo livro narra esquemas da KGB dentro do Vaticano para desmoralizar o cristianismo. Dodd, sozinha, introduziu mais de 1.000 comunistas e militantes gays em cargos eclesiásticos dentro dos Estados Unidos.
Aqui também deduzi que certas propagandas divulgadas por militantes não passavam de embustes retóricos para encalacrar o interlocutor. Fiz isso a primeira vez quando flagrei um professor de comunicação, Fábio Castro (assessor do PT), divulgando uma potoca em forma de panfleto, via facebook.
A segunda vez, assim direta, foi no último texto, quando alertei que a chifruda do Troca de Casais (Clara Averbuck) e a Lola Aronovitch (do Escreva Lola Escreva) andam propagandeando o aborto usando uma estratégia, no mínimo, suspeita: elas ocultam que o art. 128 do Código Penal é mantido pelo Estatuto do Nascituro (leia o inciso II). Omissão feita, elas saem divulgando em seus blogs que o estatuto, anti-abortista, vai obrigar toda mulher estuprada a parir o fruto do estupro. Chamam o Estatuto do Nascituro de “bolsa-estupro”. Como vimos, tudo mentira. Tudo desmascarado. É gente mal intencionada querendo foder a vida dos outros. Quem quer que continue creditando esses filhos da puta só pode ter duas coisas em mente: servilismo ou doença.
Trabalhei isso aqui, comprovei, e ninguém deu um pio. E já se vão mais de 1.200 visitas. Conheço muita gente de esquerda, mas até agora ninguém mexeu uma palha pra contradizer. Só uma vez tentaram destacar uma frase solta de minha autoria, usando-a fora do contexto, pra tentar dizer que eu sou pró-militar. Usaram da velha língua dúplice, própria de cobras, comunistas e letristas de forró. Não precisei nem discutir o mérito do engodo pra botar essa gente pra correr. É como se diz: contra fatos não há argumento. Não adianta tripudiar, de nada vale a burla da edição parcial. Cedo ou tarde a sacanagem se volta contra o sacana.
Mas a verdade é que chutar o cu da revolução globalista é um objetivo enorme e impossível de cumprir solitariamente. Seria preciso uma bicuda de mais de duzentos anos de duração. No entanto, isso é só um blog e eu ando muito a fim de dar um tempo de internet. Acho que serei impelido a isso de qualquer maneira depois dessa – agora que é boato geral que mais de 9.000 perfis estão sendo monitorados pelo governo depois das manifestações. E certamente, como a notícia por si só demonstra, não são os baderneiros que preocupam de verdade os poderes da esquerda nacional.

Pois bem, se tiver algum agente do governo me monitorando, tenho o enorme prazer de mandá-lo pro inferno neste exato momento.
Vamos continuar no registro:

MAYRA COTTA CARDOZO DE SOUZA – assessora especial da Secretaria Executiva da Presidência da República
DANIEL GOBBI FRAGA DA SILVA – especialista na assessoria internacional do gabinete da Secretaria Geral da Presidência da República.
JOÃO VICTOR RODRIGUES LOUREIRO – assessor da subchefia para assuntos jurídicos da Presidência da República
GUSTAVO MOREIRA CAPELA – assessor de gabinete da Subprocuradoria Geral da República
GABRIEL SANTOS ELIAS – ex-assessor da subchefia de assuntos parlamentares da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República

Essa semana, como se vê no vídeo, essas pessoas organizaram uma manifestação violenta “contra o governo” em Brasília. Eles pagaram um caminhoneiro pra levar pneus e usaram uns idiotas pra incendiarem o material numa rodovia.
O nome dessas abominações pouco interessa no momento (talvez no futuro interesse mais), o que vale no momento é ressaltar o cargo desses filhos da puta. TODOS ocupam cargos na Presidência da República.
Mas que estranho, não? Um cara de dentro do governo fodendo o próprio governo… que porra é essa? Empregado público pagando gente pra incendiar rodovia? Com dinheiro de quem? Se eles todos são tão próximos do governo, o dinheiro é nosso, certamente. O que faz exata a conclusão de que o nosso dinheiro é usado pra financiar uma esquisita trama anarco-governamental – e, veja que admirável, travestida numa modinha global idealizada pelo Alan Moore.

Quais serão as consequências de uma porra-louquice como essa? Aposto que nem os caras que tão queimando pneu uma hora dessas sabe.
Seria precipitado tirar conclusões agora. Mas desde que uma pedra fez vento perto da minha orelha durante uma passeata, ouço dizer que tem gente de partido político pagando moleques pra servirem de vândalos. Reparem: a maioria dos caras presos até agora ou são servidores públicos muito subalternos, ou filhos de servidores, ou pé-rapados com passagens pela polícia. O mentor e provedor material deles deve estar muito confortável descansando em algum apartamento em Brasília.

Pra adiantar o meu lado e não ter que repetir ideias, vou colar um texto que eu ia divulgar antes desse. O que era só uma teoria provável, agora ganha ares de realidade. Era sobre o comportamento dos militantes depois de um alarmismo da socióloga Marília Moschkovitch.

Daí vem o comuna dizendo que o Brasil deve temer a “nova onda conservadora”. Os caras espalham um medo generalizado. “A onda conservadora”, “a direita cristã”, “o golpe, o golpe!”. Mas que direita, porra? O PMB da emo de Porto Alegre?
Eu queria entender qual é a graça de generalizar um medo desses. Esses caras nunca tem argumento sério, vão sempre apelando pro emocional. Divulgam um sentimento idiota sem quase qualquer fundamento. O que é um partido nanico, recém-criado, sem nenhum representante no poder, perto de um PT? – que tem em suas mãos sindicatos, partidos em ascensão,  as FARC e o PMDB. Quem não sabe que o movimento sindical é uma indústria judicial? Quem não desconfiou que esse pessoal do PSOL, do PSTU, do Passe Livre administram ongueiros financiados pelo PT? O que é, meu Deus, um Jair Bolsonaro perto de um Renan Calheiros vendido?

A democracia no Brasil virou o parque de diversões do socialismo e esse pessoal vem com medinho da direita. Porra! Fazer assessoria política desse jeito é escrever ficção. Mas os militantes  nem isso fazem direito. Deixam a coisa muito óbvia. É todo mundo topando nos mesmos falatórios. “A direita conservadora”, “os reaça”, “o sistema capitalista”. Coisas de um discursinho ranheta, pré-verbal. Às vezes parece que o Feliciano vai virar general e o Carlos Lacerda vai sair do túmulo.

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Imagens da “direita conservadora”.

O caso é sério, vi PROFESSORES-DOUTORES dizendo que esse tipo de manifestação é da “direita”. Bem, se você não tá concorrendo a uma vaga no Zorra Total, acho que você não deveria se preocupar com um adversário político como esse.

Meu velho, doutor, livre-docente, fã do Paulo Giraldelli, isso aqui é uma direita: http://www.midiasemmascara.org/artigos/internacional/europa/14175-como-se-constroi-uma-farsa.html

Mas eu já tô ficando com câimbra de tanto escrever que DIREITA NÃO EXISTE. No Brasil, não. É uma massa desorganizada, vaga. Uma gostosa protestando contra a inflação de anabolizantes. Isso: a direita no Brasil é uma piadinha sem vergonha, ela só existe como ameaça na mitologia comunista. Enquanto que a esquerda local, organizada desde fóruns internacionais, se alterna no poder há mais de 20 anos. Na cena cultural então, desde que foi deixada às moscas, ainda no regime militar. Você vê algum filme nacional que respeite valores tradicionais cristãos? Acho que nem minha vô lembra do último.

O que urge é que quem tá no poder precisa disso: mais poder. E ando falando disso: o estado vai nos cercar cada vez mais. O vandalismo é a causa do estado ganhar mais força sobre a nossa liberdade individual. Os socialistas que estão no poder estão sendo testados para um novo momento histórico, que eles chamam internamente de “ruptura”: essa é a realidade agora – e o que nós devemos nos preocupar no momento. Eles mesmos admitem isso. A ruptura é a passagem do socialismo de transição por socialismo de fato: sociedade civil e forças armadas nas mãos do partido. Vejamos: ser empresário no Brasil é um crime se não for puxando o saco do Governo. A Bovespa já tem mais de 40% de ações vinculadas ao Estado. Já tem bairro no Rio com variações do toque de recolher. Mas ainda falta uma peça importante pra terminar o quadro… armas. Por isso, veadão mascarado, não adianta você incentivar o desarmamento, incendiar uma guarita e achar que tá arrasando “contra o sistema”, isso é coisa que só um idiota  faria diante das circunstâncias.

Se esses caras tivessem mesmo preocupados com um “golpe militar”, essa onda de vandalismo já teria acabado. Isso vai dar motivo pra quem está no poder criar um estado policial. n tô falando de golpe militar. isso é conversa de comunista lacaio. Sabe como é: o picão manda a diretriz pelo partido, pela Caros Amigos, Pragmatismo Político, Ninja, Slavoj Zizek (ou qualquer merda que o valha), e os serviço-sujo se encarregam de espalhar a mensagem como se fosse o novo Pai-Nosso.

E é esse mesmo pessoal que acha que eu só “pró-milico”. Um aviso: tome no seu cu. Agora. Todo texto que eu publico sobre militar falo do fracasso cultural que eles representaram. O regime militar no Brasil foi um erro. Tratei desse assunto pentelhamente no meu próprio TCC. Eu me inteirei dessa porra. Eu sei que os militares foram traidores, deixaram o Lacerda na mão. Isso não desmente o fato de alguns militares serem boas pessoas, ora porra! Parece uma incongruência, mas incongruências existem. Existem tanto quanto comunistas filhos de militares. Isso é Brasil, meu filho. O país onde bunda, burrice e dubiedade são motivos de orgulho.

Obs 1: Quanto ao “pró-militar”, basta dizer que no mesmo texto em que tentaram me sacanear, impingi aos militares a honra de traírem o Brasil ao condenarem o Carlos Lacerda, político conservador mais talentoso que já pisou por aqui, ao ostracismo político. Milico é tecnocrata e burro, acha que comunicação social e antropologia são uns dados econômicos na planilha do Delfim Neto. O próprio Werneck Sodré (ex-milico) reconhece isso na biografia do Dias Gomes, o falecido comunista e autor de novelas da Globo. Assim, a esquerda ocupou o espaço cultural sem maiores óbices. No fim, até filme pornô com cachorro foi liberado pela tão temida censura.

Obs 2: Egito. Não conheço profundamente a questão, mas duvido muito que esse presidente deposto não tenha sido o sujeito da transição pro momento da ruptura. É punhetagem, mas o que me faz apostar ainda mais nisso é o apoio do rei saudita, um obamista de carteirinha.

Obs 3: Essa repressão imediata e peremptória aos manifestantes caminhoneiros. Quando é vagabundo incendiando rua, tá tudo certo; quando é caminhoneiro pai de família travando a estrada, o Dilmão vem falar em “ordem e progresso”.

OS DONOS DA REVOLUÇÃO

Aviso: esse artigo é longo, pesado, contém palavrões vergonhosos e spoilers sobre a sua vida.

Vamos começar com a identificação dos grupos que atuam profissionalmente com essa onda de manifestações que chegou como moda no Brasil.

1 – Petistas: é fácil encontrar pela internet empregados públicos e assessores do governo ridicularizando quem vaiou a Dilma no dia do jogo Brasil. O argumento é que esse pessoal “de elite” paga caro pra entrar no estádio e ainda quer protestar. Como se eles, numa tuitada, deixassem de fazer parte da elite que nos governa. E quanto a você, que tem dinheiro, deveria ter vergonha de ser rico, você deveria abdicar do direito de achar o socialismo do Dilmão a merda que ele efetivamente é. Muito apropriado, não? É tipo um ‘cala a boca e não enche o saco’ em retórica petista.

2 – PSTU e PSOL: também foi figurinha fácil, tanto nas passeatas como nas redes sociais, gente filiada a esses partidos aproveitando a agitação para atribuir para si a autoria de uma revolta que vem sendo experimentada por toda a sociedade civil.

 3 – Movimento Passe-Livre: enquanto os personagens acima cuidam do mainstream – a “elite” e o “governo” – esses daqui cuidam de questões de abrangência mais orgânicas partindo de uma reivindicação idiota: a gratuidade do transporte público. Certo, eles agora arrefeceram do zero absoluto pra R$3,00 pra atender a um imediatismo imperativo, mas vai vendo que depois tem mais.

4 – Movimentos estudantis: na minha opinião esses fazem o pior dos trabalhos sujos. Preme lembrar que os movimentistas universitários são todos filiados a alguma ideia gramsciana-marxista. O que se traduz, de fato, nessa tradição universitária dentro dos partidos da chamada “esquerda radical”. Esses personagens não-iniciados são responsáveis por doutrinar e conduzir passeatas ao mesmo nível deplorável de consciência que eles têm. Você pode achar isso de muita utilidade, até tem, eles cumprem uma agenda: mas saiba que você será imediatamente ridicularizado se for às ruas se apresentando com um comportamento à direita de um militante do PSOL. Quero dizer, se você for às ruas e aparentar ter muito dinheiro, não for pró-aborto, não for pró-maconha, não for pró-casamento gay, alguém vai lhe passar um pito e desautorizá-lo a reclamar do governo o qual você também é um governado. Você será chamado de “reaça” (“Ei reaça, vaza dessa marcha!”). Trocando em miúdos, só quem apoia a esquerda tem direito a reivindicações públicas. Essa é a democracia desses caras. Essa é a democracia do seu Slavoj Zizek, que bem admite que a oposição brasileira é algo tão inexistente quanto o neologismo que ele lança mão, o “emcimadomurismo”. Dentro de poucos dias vai ter incauto acreditando que Lula é um semideus autojustificável.

5 – O povo: o que resta dos meros mortais fora das esferas de poder não deveria ser incluído nessa lista enfadonha de embusteiros profissionais. Mas cumpre incluí-los, posto que eles recebem, nos círculos esquerdistas, o apelido carinhoso de “MASSA DE MANOBRA”. Esse é mais um termo gramsciano, pra variar. Bem, o povo tá dispersado nessa miríade de instituições falidas que atola o Brasil: saúde, educação, habitação, etc. A população aqui é de uma proporção continental e brasileiro adora opinar sobre tudo, não tem mais jeito de apontar um inimigo só. Isto é, o povo apresenta inimigos impessoais e vagos, cabendo aos heróis militantes a tarefa de manobrar o país sob o pretexto de alguma única reivindicação (que eles ainda parecem confundir), atendendo a uma premissa básica da disputa de poder: arranjar um inimigo urgente. O povo, limitado a disparar indefinidamente, só tem a serventia a qual lhe é de origem: massa de manobra.

                A partir disso tudo não cabe mais quantificar atores, a coisa começa a se misturar indistintamente… como numa passeata. No meio da confusão, enfraquecendo ainda mais a massa informe, um caboco surge do nada com um coquetel molotov e se une a uns tantos outros para depredar prédios públicos, estátuas, bancos – sobra até pra inocentes botecos de esquina. Reivindicando um suspeitíssimo apartidarismo, esses animais dão o golpe de mestre: jogar o povo contra si próprio. A coisa começa a parecer realmente perigosa e incendiada.

                A consequência das polaridades que se radicalizam é a morte ou o acordo. Mas o brasileiro não tem vocação pra suicida. E então lá vem ele, o indigitado, o rei do acordo, da tergiversação e dos discursos de paz, como um salvador super-organizado, dizer que tem uma solução. E então o impasse inextrincável parece magicamente resolvido: a passagem do bonde baixa vinte centavos.

                O resto desse filme a gente já viu. Aconteceu em 92, quando o pessoal da velha esquerda uspiana (PT e PSDB) adquiriu para si a autoria sobre as revoltas populares do Movimento Diretas Já. Mas tenho que dizer que esse arco dramático que refiz é um processo natural às insurreições. Pela lógica social, alguém vai sair beneficiado com o resultado, não tem como ser diferente. Do contrário, a revolta é falha, um movimento de ideias inconclusas, o esquecimento ou a tristeza geral.

                Veja você: pouco tempo atrás eu li um texto emocionado do Flávio Gomes, da ESPN, rememorando o espírito cívico daqueles dias de Diretas Já. Ele terminava o texto com sua extrema felicidade em encontrar o PT no poder. Quer dizer, o Flávio era só um universitário amestrado na época das Diretas que redundou, na prática, em mais um votante (e influenciador) nas urnas – quase trinta anos depois. Lendo aquilo, eu também fiquei emocionado. O Flávio tem o dom da escrita, e a esperança de pertencer a uma nação com espírito realmente cívico é uma das ideias mais fortes que alguém pode experimentar. Mas a realidade é que o PT foi quem obteve as benesses do movimento das diretas no fim das contas. Ficou claro como 2 e 2 que “diretas” era só um objetivo a priori. E que o povo foi mais uma vez a vítima de um silogismo que o enquadra como “massa de manobra”.

– Quem vai ser o beneficiário de todos esses movimentos de 2013?

Bom, isso não tem como saber. Mas temo que o principal beneficiado pelo fracasso dessa pífia administração socialista será… UM NOVO SOCIALISTA. Essa é a probabilidade mais segura, basta ver na inundação de discursos esquerdóides que pululam na sua timeline, no seu mural, no seu trampo, na boca dos porta-vozes do movimento, onde quer que seja, enfim. Eles mesmos já deixaram claro que vinte centavos é um motivo a priori (como chamávamos na escola ao estudar 1ª Guerra, o “estopim”). Vinte centavos é o desconto que vamos ganhar na passagem por ter que encarar mais um processo de renovação epitelial da mesma esquerda QUE JÁ ESTÁ SENTADA NO PODER desde 1992.

Faço questão de enfatizar que é a esquerda quem está no poder. Esse é um fato óbvio que, sei lá por que cargas d’água, ninguém mais parece lembrar. De fato, ninguém mais aguenta tanta roubalheira – roubalheira socialista – mas ninguém se toca que eles estão tirando proveito do próprio fracasso, avivando uma esquerdinha que cinco anos atrás era tida como inexperiente e desacreditada. Eles estão tirando proveito da nossa ingenuidade civil e falta evidente de democracia.

Alguns apareceram com a cara-de-pau de ressuscitar o heroísmo de dinossauros da velha esquerda, dos que “lutaram contra a ditadura”, como se esses caras não fossem os mesmos que nos roubam hoje, meu Deus do céu! O que me revolta é toda essa falta de escrúpulos na hora de mentir. O sujeito mente com uma indignação doentia, dramática, faz vista grossa para os próprios erros que cometeu. Porra, onde vocês aprenderam a se justificar assim? Até hoje eu morro de vergonha de admitir que votei no Lula. Não tenho o menor orgulho de lembrar que já fui partidário desse psicopata pretensioso. Não consigo nem me justificar dizendo que na época eu era menor. Prefiro uma dor verdadeira que o prazer idiota de me iludir: o fato é que eu fiz aquilo por vontade própria, compareci a um diretório do PT, adquiri bottons, fui a uma passeata, e fiz tudo isso numa época em que eu sequer era obrigado a votar. Fiz por burrice, porque eu queria me enturmar e achava bonito. E eu tenho vergonha disso, ué? Como é que uma pessoa não sente vergonha do que fez de errado e ainda tem a pachorra de arrotar na minha cara que eu não tenho o direito de reclamar por sentir vergonha de ter errado junto com ela? Que porra de inversão é essa? Onde mora a culpa e o arrependimento pra esse pessoal? Isso é uma mentalidade criminosa.

Quantas novas experiências socialistas vamos ter que engolir pra nos darmos conta de que socialismo é um erro, uma monstruosidade? – QUE NUNCA DEU CERTO EM LUGAR NENHUM.

Sigo cheio de dúvidas, mas de uma coisa eu tenho certeza: podem quebrar o planalto – se programarem uma bicuda no Dilmão, me liguem – mas não serão os fãs do Alan Moore, nem o PSTU, nem o PSOL, nem os petistas ocultos que vão me fazer acreditar no velho discurso “por um mundo melhor”. Vão se foder. Isso é balela. Isso é cometer um erro estúpido após o outro. Nego que aparece com essa retórica pra mim já nasce desacreditado. Pra mim, né?, que já to macaco-velho de ver esse tipo de potoca sendo metodicamente repetida. Pra mim o melhor vídeo do século XXI é o povo vaiando a Dilma e os otários do PSTU. E que se fodam os revolucionários de diretório.

Mas e os vândalos, esses imbecis? O que dizer desses filhos da puta? Uma bala de borracha melada no molho de pimenta é pouco pra enfiar no cu desses patifes. Alguém acredita quando eles se dizem apenas incendiários sem ideologia? Alguém acha que um cara que sai de casa encapuzado, portando explosivos, é só um indócil fã de Alan Moore? Vocês acham que eles aprenderam a se articular globalmente e a fabricar coquetéis molotov meditando o cogito cartesiano? – o anarquismo é um filhote do movimento revolucionário. Uma cria rebelde que hoje tem duas cabeças: de uma lado espanta quem está no poder, e do outro joga o povo contra o povo. Será que o dono de um boteco fica feliz com os manifestantes depois de ver seu estabelecimento depredado? E o pior, qual o descontente que vai ter coragem de dizer que a depredação é ruim durante uma ameaça de morte? Depois vejamos o destino dos caras do ETA e alguns ex-anarquistas daqui: suicidas, terroristas, picaretas e mercenários úteis a golpes de estado. Enfim, depois que a revolução vira situação, a natureza se encarrega de empacotar esses miseráveis. O fim desse surgimento de anarquistas é um só – e velho conhecido: qualquer merda, contanto que não seja à direita “disso tudo que está aí”.

É ESSA A IDEIA DE DEMOCRACIA DESSES FILHOS DA PUTA.

O “capitalismo” e a “direita reacionária” continuam a ser os inimigos prediletos. É a reiteração de um velho slogan que veio pra camuflar o óbvio: a expressão “isso tudo que está aí”, hoje, é a velha esquerda de ontem. Como esconder esse fato? Como tem gente acreditando nesses caras?! Temos no poder uma ex-Palmares, temos espalhados pela política vários ex-membros do MR-8 (se é que nisso existe dissidência, ou só uma mudança cômoda de nomes…)

Incensar esses caras quando um deles tá na presidência e outro na prefeitura do epicentro das manifestações, pra qualquer um que tenha resquícios de saúde mental, é um caso evidente de dissociação cognitiva completa. Talvez seja caso de doença. Fazer esse tipo de associação é um equívoco muito mais pesado que cometer um simples erro de julgamento. É diferente de não conseguir interpretar o mundo ao redor. Vi pessoas proferindo isso e elas não me pareciam autistas, ninguém me parecia sob hipnose. Elas falavam sério. É caso de burrice doentia mesmo. Uma sugestão sedenta de mundanidades completamente vãs. É aquele nível de dissociação que pode vir a se manifestar na esfera criminal, onde vão parar os casos mais canhestros de mentiras e erros de julgamento. Pra essas pessoas a sunguinha de crochê, o sapo barbudo e os larápios que assaltaram o Ademar de Barros não são pessoas reais que se alternam no poder há vinte anos. Pra essas pessoas esses sujeitos são fantasmas heróicos dentro de uma epopéia. Os erros, sequestros e matanças que eles cometeram antes são tragados pelo bem que nos fizeram. Qual bem? O bem de ter 100.000 homicídios todo ano. De ostentarmos a terceira e a décima capitais mais violentas do mundo (Teresina e Belém). Da desistência do plano de ligar o país com malhas ferroviárias só pra alimentar a indústria de automóveis. Do risco-país ser flagrantemente rebaixado por uma cultura arraigada de corrupção. O bem de darmos asilo político a mercenários e integrantes das FARCS. É esse o final da tal epopeia revolucionária que esse pessoal, ao mesmo tempo que protesta, aplaude!

Veja você que por muito, mas muito menos que um mensalão o Collor passou de Presidente da República pra office-boy do PT.

Mas depois os autocitados donos da revolução vêm dizer que eu não tenho planos “pra mudar o país”, enquanto que eles estão tendo mais exposição na mídia que o Neymar. Bem, o que eu posso fazer? Nunca deram espaço pro debate democrático. Na faculdade nunca ouvi falar em José Ortega y Gasset. A vida inteirinha fui estimulado a pensar como um esquerdista, induzido a crer que “direita” era algo relacionado a Hitler ou párocos severos tipo o Plínio de Oliveira. Aliás, as pessoas que ousavam falar de Deus na faculdade eram rechaçadas por meio de desprezo e deboche. Inclusive por parte de alguns professores. Numa cultura como essa, é impossível cobrar atitude organizacional política de um simples cidadão como eu, que tem contas a pagar com a divindade todos os dias depois das 10 da noite.

Mas ainda assim eu teimo em arriscar um plano, um velho plano de mais de 2.000 anos que atende pelo nome de Democracia. É. Mas a democracia que eu falo não são partidos de esquerda se digladiando pelo poder – isso é totalitarismo disfarçado. E pro Brasil sair dessa lama só tem um jeito, e vai demorar MUITO, chuto uns 30 anos ou mais. Mas sobre isso prefiro comentar num próximo post, já to ficando cansado pra desenvolver um novo assunto.

Prefiro continuar analisando o outro lado, o plano desses filhos da puta. Até agora só se ouviu acusações vazias contra a “direita” e nenhum pleno factível de mudança além da redução de vinte centavos no bonde. Sinceramente, é preciso fazer esse esforço pentelho de análise que eu tô fazendo pra concluir idiotamente que, por trás dessas inúmeras reivindicações, o “plano mirabolante” desses caras é pôr outro filho da puta, da mesma esquerda uspiana, nos poderes legislativo e executivo.

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 Eis Pedro Henrics, talvez você já o tenha visto dando entrevistas por aí. Ao mesmo tempo que ele tenta se por em posições de liderança da juventude, promove jantares com ex-mensaleiros. PESQUISE MAIS, OBSERVE QUEM ASSUME OS MICROFONES, HENRICS É SÓ MAIS UM EXEMPLO.

E o que esse plano maravilhoso do Henrics e dos anarquistas tem de original? O uso das novas tecnologias? Coquetéis molotovs? O facebook? Ora porra! Isso não tem nada de novo! Os caras tão fazendo a mesma coisa desde 1992 quando tiraram o Collor de Brasília praticamente na base da bicuda! Esse é o processo de renovação sistemático da esquerda no poder. É a cobra trocando de pele. Foi assim vinte anos atrás, vai ser assim agora.

O judiciário não precisa de revoluções porque já está minado de antemão pelas faculdades de direito – de inspiração foucaultiana e paulo-freiriana – que expelem esquerdóides paramentados a toque de caixa: 15.000 todo ano.

O tal do quarto poder, a mídia e o meio artístico, esse simplesmente dispensa comentários. A quantidade de simbologias e sacrifícios de inspiração oculta que são despejados pela indústria cultural é um troço simplesmente inacreditável pra quem já teve os olhos treinados. Num post futuro penso em escrever sobre o Gatsby, e eu vou falar de uma visão dessas de foder que passou despercebida pelo povo que tava na sessão. Eu saí desacreditado do mundo, sério.

Falando em sacrifício de inocentes, você leu algum jornalista se posicionando a favor do Estatuto do Nascituro? Não. Nem vai ver. Quem dá as cartas na imprensa são os mesmos esquerdistas uspianos, agregados da PUC e demais conchavados. É o caso da socióloga Débora Diniz (que Deus me livre não seja minha aparentada). A doutora Débora, em suas publicações, posa como uma dessas mentes científicas que sustenta que o feto humano é um “punhado de células” – assim, tão desforme quanto as massas que ela gosta de manobrar. Quando o feto sai da mãe, pergunto, ele é um punhado de celulas deformadas? É preciso chamar a dona Débora pra ela dar forma humana ao “punhado de células” que a mãe pariu? Esse pessoal adora dar essas opiniões absurdas, que de científicas não têm nada a não ser a retórica pedante.

Esse mesmo pensamento, quando chega às mãos de um assessor de imprensa ativista, vira o que eu apelido de Potoca Compartilhada. Já desmascaramos uma aqui, agora vai mais essa pérola, veja lá:

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“Vítima de pedofilia é obrigada a suportar gestação de alto risco” – montagem retirada do blog abortista da Lola Aronovitch.

 Agora vá até as “disposições finais” do Estatuto do Nascituro: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=443584&filename=PL+478%2F2007

Veja com seus próprios olhos que o estatuto altera as penas dos arts. 124 e segs, mas não menciona em canto nenhum o artigo 128 do Código Penal, cujas linhas finais AUTORIZA A MULHER ESTUPRADA A ABORTAR O FILHO.  Trocando em miúdos: O ESTATUTO DO NASCITURO NÃO DESAUTORIZA A ESTUPRADA A ABORTAR O FRUTO DO ESTUPRO.

Isso tá em lei, meu filho. Você acha que o manipulador esquerdista que começou com essas montagens ignora isso? A Clara Averbuck teve a cara de pau de mostrar num “adendo II” que reconhece que o art. 128 foi mantido. Ainda assim começou o post tentando apelidar o estatuto de “Bolsa Estupro”. É muita cara de pau! Clara Averbuck é aquela idiota que foi corneada pelo marido num reality show e agora paga de escritora revolucionária. Vá se foder, Clara! Você é uma mentirosa, uma aventureira patifa.

Alguém ainda acha que o movimento revolucionário é cheio de boas intenções acima de tudo? Se existe alguém então me explique esse desejo oculto de nos induzir a crer que aborto é uma coisa boa. Ou melhor, explique-me por que alguém ESPALHA UMA MENTIRA PRA SUSTENTAR UMA TESE DE MORTE? Pelo “mundo melhor”?

Finalmente, quero dedicar esse texto a meus exíguos leitores como uma mensagem de alerta e cuidado. Não quis mais me calar diante dos fatos que chegam até nós a todo instante. Não deem ouvidos a esses filhos da puta. Protestem pelo caralho a quatro, quebrem o cu da Dilma, mas mandem esses filhos da puta se foderem pra bem longe. Observem quem vai surgir – porque VAI surgir um novo idiota eleitoral.

Quando o maluco chega com esse papinho de Feliciano, aborto, com certeza é um doutrinado insensibilizado com vagas pretensões artísticas (99% dos casos) – o cenário artístico é a propaganda-mestra. Você ouvia falar que os artistas dos séculos passados eram tão atirados à maluquice, ao louquismo, ao hedonismo barato? Eram excêntricos, evidente, mas Blake, por exemplo, que hoje é tomado como poeta-mor dos louquistas, era um recluso com ideias teológicas elevadíssimas. Não se engane com o ideal de vida ‘rock’n roll’ desses playboys culturais que pululam na mídia, isso é pura viadagem de vítimas de manipulações mental. E é isso que esses caras são: vítimas inermes. E nós todos estamos indo pro mesmo buraco. Nos casos mais perigosos, mais escorregadios e difíceis de identificar, esses idiotas viram Claras Averbucks, ou seja, manipuladores graduados na arte de foder a mente do interlocutor com dubiedades e mentiras. Do contrário, pense bem, porque alguém seria tão veemente na defesa de algo contra a vida? Quais são as intenções de alguém que SOBREVIVE de ocultar e variar projetos de lei?

Tamanho macho cheio de filho querendo induzir os outros a acabarem com os seus. Que caralho é esse? Mande se foder automaticamente, sem piedade. Você não vive num tribunal, matar alguém não pode ser objeto de ponderação, de jeito nenhum, a não ser que esse alguém ameace a sua própria vida. Observe a história recente: esses louquistas, abortistas, putistas de hoje, são os dinheiristas, progressistas e ladrões de amanhã. Nós estamos assistindo esse movimento há 50 anos! Olhem a cara do Zé Dirceu!

Nos anos 70 a minha madrinha foi colega de um bicho-grilo que adorava passar o dia fumando um baseado. Ela o conheceu num congresso em João Pessoa. Ele parecia um inofensivo estudante de contabilidade, dado a movimentos de esquerda, a coisa mais normal do mundo. O primeiro furto de boa monta que ele cometeu foram colchões de uma das casas que o grupo tinha deixado. TODOS os colchões. Descobriram quem foi e acharam melhor excluir aquele idiota do próximo aluguel. Mas trinta anos depois ele reapareceu mais rico que todo mundo junto, figurando em todos os jornais: tinha virado tesoureiro do PT, o seu Delúbio Soares.

Vou descrever aqui dois princípios fundamentais que não saiam da minha cabeça por dias. Pensei em descrevê-los numa parábola com uma repórter insensível e um simples operário, mas acabei descobrindo, numa aula, que foram inspirações que devo ter herdado da consciência antiga. Não creio que profundas semelhanças com um princípio da ética romana (HONESTA VIVERE) sejam meras coincidências ou fruto de uma pretensa originalidade. Algumas coisas que parecem tão simples são tão arraigadas em nosso caráter, há tanto tempo, há tantas gerações, que é muita pretensão dissociá-las da sabedoria antiga. São elas:

1 – Mantenha sua saúde em dia; 2 – trabalhe honestamente.

Se o sujeito aparecer com um papinho que induza você a não fazer isso, ou que o induza a praticar o contrário a terceiros, É TRETA.

– by conselhos do He-man –

Enquanto isso, na Comissão de Justiça…

Enquanto o trouxa gasta energia dando trela pro ativismo gay, o PT toma posse do ordenamento jurídico.

No dia 29 de março abri este blog para dizer:

“Não sei se alguém já se deu conta de que o José Genoíno assumiu esses dias uma comissão de justiça.

Também não sei se alguém já se deu conta de que este cargo lhe dá a prerrogativa de intervir em coisas bem mais interessantes, egoisticamente, do que casamento gay. O mensaleiro pode, numa quarta-feira em que meio mundo esteja ocupado em debater o cu alheio, mudar o conceito de “anistia”. Não é de se esperar que ele não use a seu favor algum tipo de perdão judicial para reclassificar seus crimes. Em resumo: o sujeito vira amigo do Fidel, planeja matanças, toma o poder e finaliza seus dias roubando o mesmo povo que lhe serviu de desculpa pra errar. Pelo nosso turno, assistimos passivamente a articulação de seu poder porque estamos horrorizados demais com os inimigos dele citando a Bíblia.”

Hoje, eu abro o JB Online e vejo o câncer se alastrando pelo corpo jurídico sob o codinome PEC 33:

“A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta-feira a admissibilidade da proposta de emenda à Constituição (PEC) que condiciona o efeito vinculante de súmulas aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao aval do Poder Legislativo e submete ao Congresso Nacional a decisão sobre a inconstitucionalidade de leis.”

É preciso dizer que essa PEC foi idealizada pelo PT?

E é claro que não foi o próprio Genoíno quem propôs. A coisa foi lavrada por um político bem menos expressivo, um idiota qualquer do PT piauiense (Nazareno Fonteles) cuja relevância 99% dos brasileiros simplesmente ignora.

Sim, esse câncer é de difícil diagnóstico. Seu alastramento se dá por meio de estratagemas retóricos e militantes chinfrins pulverizados por todos os cantos do país. De repente, quando nos ocupamos de conter o avanço por um lado mais óbvio e manifesto, pela próstata surge um silencioso cancro que nos encalacra num xeque-mate insuspeito. Causa Mortis: o Poder Judiciário foi tomado de assalto pelo Poder Legislativo. Isto é, um eufemismo de terminologia técnica – na verdade, o judiciário está minado por um partido, e só um milagre pode desalienar o povo que foi absorvido pelos ataques histéricos do ativismo gay, do Marcos Feliciano e de quem quer mais que continue investindo no lado menos rude das nossas doenças sociais.

Agora acompanhe no replay: a matéria do JB enfatizou somente as súmulas vinculantes. Uma armadilha lógica faz o discurso do deputado piauiense parece coerente. Mas nada, além do finalzinho do primeiro parágrafo, falou a respeito da mais gritante das propostas da PEC 33: submeter à aprovação do Congresso toda e qualquer decisão que paire sobre inconstitucionalidade de lei.

Durex Fundawear: a 3ª Revolução Sexual

Depois da pílula anticoncepcional e do bate-papo da UOL, vem aí o Durex Fundawear, a nova tecnologia que vai revolucionar a relação sexual.

Casais separados pela distância geográfica são os alvos do marketing a priori.

Contudo, já no curto prazo vislumbro traições a distância e michês virtuais caríssimos com panicats desempregadas.

O pessoal da ficção científica pode se vangloriar: já é possível ter e dar prazer prescindindo do tato. É questão de tempo um maluco implantar uma inseminação portátil embaixo dessa calcinha.

Passaremos a uma era de relações conjugais mais esquisitas que os filmes do David Lynch, vai ter nego casando e enviuvando de desconhecido(s), pode escrever.

Ativistas do FEMEN vão descobrir Fundawears no Vaticano e o celibato vai ser questionado pela bilionésima vez.

E nessa trilha vai nascer a rede social que vai substituir o feicebuqui.

Mas, só pra reforçar: vislumbro traições a distância e michês virtuais caríssimos com panicats desempregadas.

PRAGMATISMO POLÍTICO – mais um lugar onde não se informar

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Link da matéria: http://migre.me/ebesM (esse “Aplausos, de pé, para Galloway.” atacou minha úlcera)

Msg não aprovada ontem. Já rolou post sobre esse vídeo por aqui num post de 14 de março – mas não tinha visto isso linkado num portal grande como o Pragmatismo Político, tinha visto só no feice e o colei aqui com meus comentários. O link continua rolando pelo Pragmatismo, enviei uma mensagem pra eles que, além de uns palavrões (que eu não tenho vergonha nenhuma de proferir pra qualificar esses imbecis), contém alguns esclarecimentos sobre o assunto. É claro que a mensagem não foi aprovada, portanto, ei-la (com acréscimos):

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Esse pessoal do Pragmatismo Político é mesmo um bando de filho da puta. Que tipo de joguinho é esse? Vocês são chavistas, seus animais? Quem tá pagando vocês: o PT ou as FARC? Cobriram direitinho o Foro de SP em Guadalajara esse ano? Não? Vocês são uns comunistas de esquina, vocês fazem um trabalhinho imundo. Ainda têm a cara de pau de se intitularem “pragmáticos”. Se deem o respeito, seus merdas, não enganem seus leitores. Esse Galloway aí é um globalista da linha fabiana. Aliás, foi na Inglaterra de H. G. Wells que essa bosta floresceu. É por isso, com certeza, que o Galloway rompeu com o Partido Trabalhista, depois que eles se assumiram thatcheristas e limaram as políticas de avacalhação no orçamento do código de conduta deles.

Aliás, dizer que o Galloway foi “expulso por se opor à Guerra do Iraque” é um eufemismo. Ele deve ter sido expulso na bicuda. O Partido Trabalhista inglês não tem mais lugar pra comunista. Depois que vocês emporcalharam tudo, o desemprego ficou incontrolável, e a rainha teve que acordar às pressas a dona Thatcher pra apagar o incêndio, não deu mais. Se não fosse pela velha, se dependesse tudo do seu Galloway e dos mauricinhos do show business, a Inglaterra estaria hoje fodida junto com o bloco.

Agora veja esta posição mesquinha de um Nobel: escorraçar um simples aluno mal saído do ginásio, tudo porque ele, o bonitão, levou um dizá do Blair e ainda não assimilou o golpe. Era pra ele estar agora que nem pinto no lixo, forçando o príncipe e a rainha a puxarem o saco do Putin. Exatamente o papel no qual estão se empenhando França e Alemanha, via BRICS. Sei disso porque tenho testemunho de uma pessoa que foi à França em reuniões políticas (de baixo escalão) e saiu de lá abismada com o puxa-saquismo com que os franceses de repente começaram a tratar a comitiva quando se tocaram que se tratava de políticos brasileiros.

Mas antes que algum incauto dê o Brasil por vencedor, é bom que saiba que isso é só uma estratégia de camuflar que os pequenos dos BRICS são meros hostess do bloco russo-chinês. É, hostess, aquelas hermafroditas que ficam na porta da boate esperando o cliente. Não se enganem: esse é o status do Brasil hoje perante o mundo. É que não ia pegar bem uma reunião da União Europeia com a Rússia para tratar de grana. Daí eles e o chinas, através dessa cortina suja chamada BRICS, espalharem contratos inúteis e multibilionários pela Índia, Brasil e por onde mais dê pra UE se prostituir sem fazer alarde. Tipo um estadiozinho aqui, um trem-bala superavaliado ali, contratos de pedágio, expropriações imobiliárias, caças de tecnologia duvidosa…

Só pra tirar a limpo a dúvida que paira sobre quem acaha que eu tô curtindo uma de molecagem neocon, vai um abraço direto da Rússia:

As vantagens do Brasil no BRICs

Relação UE-Rússia deve melhorar no âmbito econômico em 2013

Bom, como qualquer um idiota pode perceber, quem manda nessa porra aqui é a boa e velha KGB; a União Europeia não tá tão assim no esquemão americano; a Alemanha tá comendo na mão da elite russa. Qualquer zé ninguém minimamente informado, tipo eu, sabe disso: o único europeu que ainda tem alguma autonomia nesse mundo é a Inglaterra, graças a dona Margareth Thatcher – e ao Tony Blair, que fez o favor de baixar a bola e seguir alguns conselhos da velha. Mas vem lá o seu Paulo Nogueira, alquebrado nas suas más intenções, sem criatividade nenhuma, e mistura o dever-de-casa que passaram pra ele com a velha ladainha da “mídia tradicional” e anti-americanismos.

Porra, já deu esse papo, cara. Parem de enganar o leitor de vocês, saiam daí, SAIAM DAÍ! Parece que eu tô nos anos 90 lendo panfleteiros de bonde. Vocês apoiam o Chávez, cara… vão pra puta que pariu, ou melhor, vão pra China. Vocês são uma doença social. Vocês deveriam estudar seus erros, e no manicômio. Essa ideia de girico de cultuar as drogas e o banditismo deixou todo mundo de mãos atadas. Hoje ninguém pode apanhar um ônibus sem se sentir ameaçado, tem toque de recolher em periferia, são 100.000 homicídios todo ano, pra não dizer o nível caótico de assaltos, estupros e outras cagadas. Vocês são os ideólogos disso.

Hegemonia cultural – ou, O Grande Truque

Esses neo-revolucionários são foda mesmo, hein? Às vezes a gente tem que tirar o chapéu, o trabalho dos caras é incessante. Acho que eles passam as 24 horas do dia que Deus dá elaborando maneiras de entronizar fatos sociais no movimento. Para isso eles se valem da ignorância ampla, geral e irrestrita que domina o Brasil e de alguns truquezinhos manjados.

Por exemplo, vi um panfleto virtual atribuindo o fim da escravidão e o voto feminino “à luta”. Veja que isto obedece a uma cronologia preliminar. Primeiro os negros foram libertados, depois as mulheres. Na sequencia lógica, lá está o movimento gay, lutando em prol do futuro da humanidade.

Só que os caras que libertaram os negros eram latifundiários cristãos. Já o voto feminino veio de mulheres ligadas ao Partido Trabalhista inglês que, apesar de se posicionar à esquerda do Partido Conservador, se assumiu thatcherista em 95 e não admite sequer ex-comunas em suas cadeiras. Aliás, as feministas do fim do século XIX se apoiavam em Locke, precursor do liberalismo econômico. Pra esse pessoal não tinha essa de Marx, não existia movimento, direitos constitucionais não viravam princípios universais.

Agora, o movimento gay, ele não tem nada a ver com gay, porra. Vocês tão servido de lacaios político-partidários. Por que vocês acham que existem não-gays no movimento gay? Por que vocês acham que esses caras odiavam o Clodovil?

– É porque eles menosprezam quem não está afeito ao partido. Gay, preto, japonês, tanto faz: quem não for do partido, pra eles, já tá errado. Os caras passam o dia inteiro falando do tal do Marcos Feliciano, mas não compartilharam uma vírgula da entrevista que ele diz que a mãe dele é negra, revela um tufo de cabelo pichaim, e diz que prefere alisado. Essas coisas não aparecem. Essa é a prática da boa e velha edição. Acho que tem alguém na MTV cujo ganha-pão é assistir cultos do Feliciano e editar a gosto do freguês. Agora eu duvido muito que não haja neste planeta um comunista que alise o cabelo.

Bem, e que tal partido é esse? É o mesmo de sempre, o nosso velho conhecido Partidão: as agremiações socialistas, ateus militantes, comunistas, enfim, marxistas em geral e seus cupinchas de todas as classes e arrebites. Vocês não viram o Zé de Abreu? Rico, artista global, comuna ferrenho. A celebridade que, hoje, melhor tipifica o bicho-grilo de baixo da linha do Equador. Zé é amigo íntimo do Grande Zé, o Dirceu. Na entrevista, fez o papel esperado pelo Aguinaldo Silva: encheu a boca pra falar mal do sistema enquanto se lambuzava num ossobuco de 84 reais. Foi qualificado na matéria como “pseudo-bissexual” – vai saber que diabo é isso. Enfim, é um esquerdóide ordinário e assumido, como ele mesmo diz, “um porra-loca” que se orgulha de ter sido um dos 700 que foram presos junto com o Zuenir em Ibiúna, e de ter apoiado a luta armada. Pois seu Zé deu com a língua nos dentes com um fato que eu já citava de passagem lá no meu TCC: a Globo tá cheia de comuna. Até onde eu pesquei, desde o Dias Gomes que a dramaturgia brasileira – em todos os níveis – vem sofrendo essa constante e implacável doutrinação.

Não sei se eu tô me fazendo entender… acho difícil, dado o número de reclamações que vem aumentando contra este blog e à minha pessoa. Mas, em resumo, é o seguinte: esse pessoal acha MESMO que quem não compactua com a ideologia deles é um mero apedeuta que deve ter sua história aviltada, seus pecados expostos em público e seu pensamento menosprezado.

Outro dia um maluco me acusou de ser um esquerdopata. Depois veio o discurso de que eu não tinha preparo pro novo mundo, que será mais heterogêneo e blablabla. Sem essa. O tal do Novo Mundo vai chegar, o pokemon coreano vai soltar o seu pikachu em Nova York e eu vou continuar fazendo parte da realidade: forte, impávido e colosso. Ou a ideia é emparedar quem não lhe agrada e estamos todos num jogo elaborado pelo Pedro Bial? Isso que eu chamo de heterogeneidade, hein? Diferente do Manual do Acadêmico Doutrinado, na faculdade eu tive saco pra encarar teóricos frankfurtianos e hoje nutro uma enorme admiração pelo Graciliano Ramos. Embora não concorde com as posições políticas que ele vai tomando ao narrar suas histórias, é impossível não admitir que o cabedal léxico de que ele lança mão é uma covardia, uma humilhação para qualquer um que se meta a escrever em português hoje – à esquerda ou à direita. Inversão de perspectivas inadmissível numa cabecinha solapada pela hegemonia cultural esquerdista, cuja bibliografia ignora até Ortega y Gasset.  Ah, a título de curiosidade, o livro de cabeceira do Graciliano (ateu assumido e comunista que figurava até nas Internacionais) era a Bíblia Sagrada.